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Mostrando postagens de Março 24, 2017

A CASA OBLLÍQUA - CAPÍTULO XV

Capítulo xv Clara passeou pela sala, observando as paredes velhas, desbotadas. Ficou algum tempo assim com a sensação de que Dona Luisa a conduzia pela casa, indicando o caminho para encontrar o caderno e o baú envernizado. Sentia-se satisfeita na tarefa que se incumbira.
De repente, uma música tocava na vitrola. Uma daquelas canções antigas que lembravam os anos 40. Caminhou pelo corredor semelhante ao de seu apartamento, apenas com a diferença de que as paredes nuas simbolizavam um abandono natural e sóbrio, que Dona Luisa tanto prezava. Tudo para ela era desnecessário, desde que significassem a morte do passado, um passado que conservava em sua memória. Clara sabia disso, e ao mesmo tempo que lembrava destes detalhes, adaptava-se a eles, aceitando-os como seus próprios princípios.
Então, dirigiu-se ao quarto, revirou as gavetas, examinou a cômoda, o roupeiro, mas nada encontrou que facilitasse a sua busca. Subiu displicente na cama, olhando por cima do roupeiro, pesquisou no lus…