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Mostrando postagens de Novembro 16, 2016

Um amontoado de ossos

Percebia um corpo franzino que se esgueirava rápido, por entre as árvores. Árvores que se escondiam do sol poente, pincelando raios aqui e ali.
A noite já se aproximava e o parque, aos poucos, ficava deserto.
De repente, ela sentou num dos bancos, de súbito, como houvesse se assustado de alguma coisa.
Eu podia vê-la de longe, e por um momento, pensei em retirar a câmera da mochila e fotografá-la.
Mas foi só por um momento. Meu coração disparou, assustado, pois ela despencou literalmente no chão.
Fiquei meio paralisado, mas em seguida, corri até o banco onde estava e abaixei-me, tentando descobrir o que estava acontecendo, tentando ajudá-la.
Ela estava no chão, a cabeça estirada próxima aos pés do banco. Ao seu lado, um cachorro preto e sarnoso, olhava compassivo, como se soubesse o que acontecera. Ou como se fosse rotineiro.
Tentei acordá-la, olhei para os lados, para ver algum passante por perto que me acudisse. Um que outro olhava de longe e se afastava ainda mais.
Peguei a sua cabeça en…