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Mostrando postagens de Fevereiro 17, 2016

A FAINA DA BRASA

Animais dão-se as mãos nas campinasVerdes que se espraiam olhar aforaVozes que flutuam em zumbidos longínquosHomens se agrupam na prática eufórica
Quando eles chegam de mansinhoDeixam os pastos repousarDeitam as arestas de seu sonoE dormem em flores a vicejar
Humanos acendem fogueirasPerpetuam fogos e álcool a selarVitórias que chegam com os arreiosFerramentas que lá vão provar
No dia da desova das paixõesAnimais afastam-se em vãoAgitam-se desesperados na rotinaDa brasa que lhe cede a alma ferina
Homens violentam seus bordõesGritam, rudes na faina da brasaRiem, na luta da guerra à vidaA morte que chega sem saída
Animais caem ao relentoEsbaforidos, sedentos e sofridosOlhares perdidos nas vagas madrugadasque anseiam, mas que nadase sonham, nem sabem decifrarA morte é certa, a berrara brasa ardente escaldando as carneso sangue transbordado na terra ferida
Homens dão as mãos nas campinasCantam canções de vitórias e gritos de guerraVibram pelo sangue que mediramnos serenos da terra gripada
Ani…